Being an expat mom | “It takes a village to raise a child”

I’ve been trying to write this post for almost a week. It’s so hard to describe and put into words all the feelings I want to share, so I keep coming back each day to add a bit more or rewrite something.

There is this African proverb that caught my eyes the first time I read and it makes more and more sense each day: “It takes a village to raise a child”…

Let me tell you first how much I LOVE being a mom. I would have (almost) an entire soccer team if I could. I love kids, love watching my daughter grow and learn new things everyday. It’s an unconditional ever growing love. But as much as I love being a mom, I also think it’s important to be sincere and say it out aloud how hard it is! Many people picture parenthood as the summit of your life, the ultimate joy, but they lack in telling it’s also very frightening and difficult. And no, I don’t believe you need a child to be happy and to feel whole, you need to be happy and whole by yourself and a child will come and add up to the equation, bringing even more joy.

Being an expat mom is, let’s be honest, so freaking hard. You are not only away from your family and the friends you grew up with, you are also trying to figure things out in another language and a totally different culture. From finding a pediatrician to understanding the school system, every step feels a little heavier because there is so much you need to discover and adapt. And then there is the fact you are away from your family. I’m Brazilian and we are very attached to our families. We grow up being surrounded my cousins, aunts and other family friends that are like family to us. This bound is very important to me and to our culture. I can’t help but to think how I’ll bring up a Brazilian child being away from Brazil. Will she understand us and our culture? Will she feel like she belongs? Where will she belong? What is going to be HER culture? So many unanswered questions only time will answer me. So many possibilities of doing something wrong and the one wish to do everything right. In the end we just want the best for out child, but what is best? It’s hard to balance security, health care and a good school system with the opportunity to grow near your grandparents!

I’m telling you all the difficult things about being an expat mom to get to the point I wanted, which is the beauty of being an expat mom. Last week my daughter was sick and I couldn’t do anything but to hold her and care for her. My house was a crazy mess, all the working goals for the week were delayed and I felt sick a few days after caring for her and all I needed was to lay in bed for a little longer but couldn’t, because she needed me. In the middle of my small chaos I was overwhelmed by the kindness of friends. People where genuinely offering help. There were the ones who even offered to do groceries and help cleaning the house! And that’s when you are reminded you got to built relationships in this foreigner country and your friends became your family here. That’s when the proverb makes sense, “It takes a village to raise a child”. You are not alone. You don’t have to be. We are your village. The community of expats moms I got to know this past year an a half after becoming a mom have been more than I could dream. We support each other, we care for each other’s child, we ask questions, we exchange ideas, we help. We are from everywhere, from Africa, Americas, Asia, Oceania, Europe and yes, from Germany too! We are bounded by the wish to be stronger together and to go through the challenges of motherhood in a light way.

I met Kim, the gorgeous mom from this session, when she was inquiring for a family photographer in one expat group on Facebook. She, just like me, is an expat mom, living the roller coaster of feelings it is not only to raise a baby, but doing it away from our home country. I went to her house to photograph little Lola when she was only 3 weeks old. I love this session so much because it takes me back to when I entered her house, saw her face to face for the first time, and felt that wave of love, joy, novelty, wonder that it is to become parents for the first time. Kim and I often talk about the challenges of being an expat mom and I found her session was the perfect one to illustrate all I wanted to say to this amazing community of women. Thank you, dear friends, for all the love and support you gave me. Motherhood feels easier being able to count on you.

Love,

Bruna.

Eu estava tentando escrever esse post há quase uma semana. É tão difícil descrever e colocar em palavras todos os sentimentos que eu queria compartilhar, então eu ficava voltando e escrevendo um pouco a cada dia e editando algumas coisas.

Tem um provérbio africano que me chamou atenção há algum tempo e ele vai fazendo mais e mais sentido a cada dia: “É preciso uma aldeira inteira para criar uma criança”…

Primeiro deixa eu te contar o quanto eu AMO ser mãe. Eu teria (quase) um time de futebol se eu pudesse. Eu adoro crianças e amo ver minha filha crescer e aprender coisas novas a cada dia. É um amor incondicional e que cresce exponencialmente. Mas por mais que eu ame ser mãe, eu acho que é importante ser sincera e falar em voz alta o quão difícil é! Muitas pessoas falam da maternidade como o ápice da vida, o cume da felicidade, mas elas deixam de falar o quão difícil e assustador é ter uma criança. E não, eu não acredito que você precise de ter um filho para ser feliz ou se sentir completo, eu acho que você precisa ser feliz e completo antes e aí uma criança vai vir para adicionar alegria.

Ser uma mãe expatriada é, vamos ser honestos, muito, muuuuuuito difícil. Você não só está longe da sua família e dos amigos de infância, você está tentando lidar com as coisas em outra língua e uma cultura totalmente diferente. Desde achar um pediatra até entender como funciona o sistema educacional, cada passo parece ser mais pesado porque tem tanta coisa que você precisa desvendar e se adaptar. E ainda tem o fato de você estar longe da sua família. Eu sou brasileira e nós somos muito apegados ‘a família. Nós crescemos rodeados de primos, tios e outros amigos que são como nosso prórpio sangue. Esse laço é muito importante para mim e para a nossa cultura. Eu sempre me pergunto como vou criar uma criança brasileira estando fora do Brasil. Será que ela vai nos entender e entender nossa cultura? Será que ela vai sentir que pertence a algum lugar? Ela vai pertencer a qual lugar? Qual vai ser a cultura DELA? Tantas perguntas e respostas que só o tempo me dirá. Tantas possibilidades de fazer algo errado e uma grande vontade de fazer tudo certo. No final, nós só queremos o que é melhor para os nossos filhos, mas o que é melhor? É difícil pesar segurança, um bom sistema educacional e de saúde com a oportunidade de crescer perto dos avós!

Eu estou te dizendo todas as coisas difíceis de ser uma mãe expatriada para chegar no ponto que eu queria, que é a beleza de ser uma mãe expatriada. Na semana passada minha filha ficou doente e eu não conseguia fazer nada, só cuidar dela o dia todo. Minha casa estava uma bagunça, todos os meus objetivos de trabalho para aquela semana estavam atrasados e eu acabei ficando doente alguns dias depois e tudo que eu queria era ficar um pouco mais na cama mas não podia, porque ela precisava de mim. No meio do meu pequeno caos pessoal eu fiquei impressionada com a gentileza dos amigos. As pessoas estavam genuinamente me oferecendo ajuda. Teve quem me ofereceu de ir fazer supermercado, limpar a casa ou comprar remédios na farmácia. E é aí que você se lembra que nos últimos anos você construiu amizades nesse país extrangeiro e seus amigos se tornaram sua família aqui. É aí que o provérbio faz sentido, “é preciso uma aldeia inteira para criar uma criança”. Você não está sozinho. Você não tem que estar. Nós somos a sua aldeia. A comunidade de mães expatriadas que eu conheci nesse último um ano e meio desde que me tornei mãe é mais do que eu poderia sonhar. Nós suportamos umas ‘as outras, nós cuidamos umas das outras, nós apontamos nossas dúvidas, nós trocamos ideias, nós nos ajudamos. Nós somos de todos os lugares, África, Américas, Europa, Oceania, Ásia e sim, da Alemanha também! Nós estamos unidas pelo desejo de sermos mais fortes juntas e de passar pelos desafios da maternidade de um jeito mais leve.

Eu conheci a Kim, a mamãe linda dessas fotos, quando ela perguntou em um grupo de expatriados do Facebook se alguém conhecia um fotógrafo de família. Ela, assim como eu, está vivendo a montanha russa de emoções que é não só criar uma criança, mas fazer isso em outro país. Eu fui para a casa dela fotografar a pequena Lola quando ela tinha apenas 3 semanas de vida. Eu amo essa sessão porque ela me lembra de quando eu entrei na casa deles, ví a Kim ao vivo pela primeira vez e senti uma onda de amor, alegria, novidade, maravilha que é se tornar pais pela primeira vez. Eu e a Kim conversamos com frequência sobre os desafios de ser uma mãe expatriada e eu achei que a sessão dela ilustrava perfeitamente tudo que eu gostaria de compartilhar e falar para essa comunidade maravilhosa de mulheres. Obrigada, queridas amigas, pelo amor e suporte que vocês me dão. A maternidade é mais fácil podendo contar com vocês!

 

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